• Fábio Castro

Missão de uma Empresa - Parte 1

Todas as empresas necessitam “ter uma missão”? O que significa “ter uma missão”? Qual a utilidade de “ter uma missão”?

Um conceito básico diz que “missão” significa “razão de existir”. Neste caso, pessoas e organizações deveriam ter alguma missão, ou seja, algo que servisse de base para o planejamento de suas respectivas vidas. Mas, toda regra tem sua exceção!



Há muita gente por aí, que vive somente o hoje ― ao som de “Deixa a vida me levar” de Zeca Pagodinho ― sem pensar no amanhã! Nada contra a música e a filosofia de vida, entretanto, isto confirma que missão e planejamento são para alguns e não para todos!

Uma missão, seja ela qual for, deve representar a personalidade e os anseios de um indivíduo ou organização, em relação a sua existência. Neste sentido, sou de uma corrente que acredita que a missão não deva ser “convencionada”, mas sim “descoberta”.

Convencionar uma missão é algo relativamente fácil, basta elaborar uma frase “bonitinha”, “boazinha” e “politicamente correta” e colocar em um quadro na parede da empresa. Minha sugestão é: Não faça isto! Não siga a maioria! Esta prática não serve para coisa alguma!

Descobrir uma missão pode ser algo bastante complicado, exige autoconhecimento, psicologia e filosofia. Se você for uma pessoa idealista e reflexiva, talvez não ache a tarefa tão árdua. Mas, se você é daqueles que costuma agir mais e pensar menos, então se prepare para um grande desafio.

A missão quando bem definida, funciona como uma bússola, sempre lhe mostrando o norte, mesmo que a vida lhe coloque no meio de um deserto, um pântano ou uma tempestade.

Em termos práticos, uma missão lhe possibilita agilidade de decisões. Se os ventos do mercado mudam, você poderá abandonar um produto ou serviço, substituindo-os por outros, sem perder o foco do negócio.